Estratégias terapêuticas para o tratamento da hiperlipidemia em pacientes após o transplante cardíaco: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.37085/jmmv8.n1.2026.pp.6-11Palavras-chave:
Transplante cardíaco, Hiperlipidemia, Inibidores da hidroximetilglutaril-CoA redutaseResumo
Introdução
A dislipidemia é uma complicação frequente após o transplante cardíaco (TC), associada a fatores metabólicos prévios, comorbidades e ao uso de imunossupressores. Tal doença está relacionada ao desenvolvimento de vasculopatia do enxerto e ao aumento da mortalidade em longo prazo.
Objetivo
Avaliar os principais fármacos utilizados no tratamento da hiperlipidemia após o transplante cardíaco.
Métodos
Foi realizada uma revisão sistemática conforme as diretrizes PRISMA. As bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science foram pesquisadas para identificar estudos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas inglês ou português. Foram incluídos estudos que abordassem o manejo farmacológico
da hiperlipidemia no contexto pós-TC.
Resultados
Sete estudos atenderam aos critérios de inclusão. As estatinas em baixas doses permanecem como terapia de primeira linha, com destaque para pravastatina e fluvastatina, devido ao menor risco de miopatia e interações medicamentosas. Recomenda-se início precoce após o transplante. A associação com ezetimiba demonstrou redução adicional do LDL colesterol. Os inibidores da PCSK9, especialmente o evolocumabe, mostraram eficácia em casos refratários ou de intolerância às estatinas, embora as evidências sobre segurança a longo prazo nesse grupo ainda sejam limitadas.
Conclusão
As estatinas permanecem como base do tratamento da hiperlipidemia após o transplante cardíaco. Os inibidores da PCSK9 representam alternativa promissora em casos selecionados, sendo necessários estudos adicionais para confirmar sua segurança e impacto clínico a longo prazo.
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Referências
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